sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Do Pensamento ao Comportamento ( II )

 Pensamento


   - Como ficou claro no artigo anterior, para controlar e dirigir os seus Comportamentos, tem que gerir e dirigir os seus Sentimentos (estado emocional); e para controlar/gerir os seus estados, tem que dirigir os seus Pensamentos e/ou a sua fisiologia.





A questão que se coloca agora é sabermos – “Como pensamos aquilo que pensamos” ou “Porque pensamos aquilo que pensamos”






Em Programação Neuro Linguística, falamos de Representações Internas (RI), como o conjunto de imagens, cheiros, paladares, sons, palavras e sensações primárias, que, combinadas com a fisiologia, determinam o nosso estado.
Estas representações internas, são, nem mais nem menos, do que a forma como representamos para nós, a informação recebida do exterior.
 Recebemos e representamos a informação relacionada com o ambiente externo, através dos sentidos – visual, auditivo, cinestésico, olfactivo e gustativo – embora, em boa verdade, a visão, a audição e a cinestesia sejam os mais utilizados, e os mais relevantes na maioria das decisões que afectam posteriormente os nossos comportamentos.

Este processo interno, da criação de cada RI (representação interna), está sujeito a um processo específico de filtragem, que, no fundo, explica o enorme leque da “percepção humana”. É através dos processos (filtros) de generalização, distorção e eliminação que criamos a nossa própria representação, pois seria de todo impossível á mente humana, de forma consciente, extrair todo o sentido de milhares de estímulos exteriores).  

 - Segundo a NLP American Board, recebemos por segundo, cerca de 2 a 4 Megabites de informação proveniente do exterior e apenas absorvemos cerca de 134 bites, que é a média de informação que conseguimos processar de forma consciente.




É através dos processos de generalização (retirar conclusões gerais e globais baseado numa ou duas experiências), distorção (fazer alterações ao significado de uma experiência da nossa realidade, distorcendo-os)) e omissão (selecionar e prestar atenção a alguns aspectos da experiência e não a outros), que determinamos, onde vamos colocar a nossa atenção, onde nos focamos e para onde dirigimos a nossa energia.

O cérebro filtra e armazena a informação que precisa, ou de que julga poder precisar mais tarde, e permite à mente consciente de cada um de nós, ignorar tudo o resto
Esta forma particular de cada um de nós estruturar e organizar a informação externa, depende claro, da forma como escolhemos, consciente ou inconscientemente, qual a informação a processar.

Na verdade, a nossa RI acaba por não constituir uma descrição precisa do acontecimento, representando apenas uma interpretação filtrada, impactada pelas crenças pessoais específicas, pelas experiências vividas, decisões passadas, hierarquia de valores e meta-programas (padrões de comportamento), da própria pessoa!
Agora já sabe, porque é que, perante o mesmo estímulo, duas pessoas respondem de forma diferente!


          “Não sabemos como é que as coisas são realmente, apenas como as representamos para nós próprios”

Se determinada representação interna, nos potencia um estado limitador, porque não alterar a mesma, alterando os filtros, para assim podermos potenciar em nós, um estado com mais recursos, um estado mais possibilitador?

Se representar (RI) para si mesmo uma grande confiança nas suas capacidades, a sua motivação a um nível bem elevado, que mais do que fugir da dor, vai com todas as suas forças, em busca do prazer que o recompensará do esforço despendido, acreditando de forma congruente que, tal como já aconteceu no passado, vai conseguir ultrapassar com sucesso o desafio que se avizinha, como pensa que o seu corpo reagirá (fisiologia)? A que estado emocional irá aceder? Quais serão os comportamentos mais recorrentes, que esse estado irá potenciar? Qual o resultado final?

“Ao formarmos uma representação interna, de que as coisas vão funcionar, estamos a criar os recursos internos de que necessitamos para produzir o estado que nos irá apoiar na produção de resultados positivos”



“Quem quer que tenha a pretensão de ser juiz no campo da verdade e do conhecimento, é destruído pelo riso dos deuses” - Einstein

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