Pensamento
- Como ficou claro no artigo
anterior, para controlar e dirigir os seus Comportamentos, tem que gerir
e dirigir os seus Sentimentos (estado emocional); e para controlar/gerir
os seus estados, tem que dirigir os seus Pensamentos e/ou a sua
fisiologia.
A questão que se coloca
agora é sabermos – “Como pensamos aquilo que pensamos” ou “Porque pensamos
aquilo que pensamos”
Em Programação Neuro
Linguística, falamos de Representações Internas (RI), como o conjunto de imagens,
cheiros, paladares, sons, palavras e sensações primárias, que, combinadas com a
fisiologia, determinam o nosso estado.
Estas representações internas, são, nem mais
nem menos, do que a forma como representamos para nós, a informação recebida do
exterior.
Recebemos e representamos a informação
relacionada com o ambiente externo, através dos sentidos – visual, auditivo,
cinestésico, olfactivo e gustativo – embora, em boa verdade, a visão, a audição
e a cinestesia sejam os mais utilizados, e os mais relevantes na maioria das
decisões que afectam posteriormente os nossos comportamentos.
Este processo interno, da
criação de cada RI (representação interna), está sujeito a um processo
específico de filtragem, que, no fundo, explica o enorme leque da “percepção
humana”. É através dos processos (filtros) de generalização, distorção e
eliminação que criamos a nossa própria representação, pois seria de todo
impossível á mente humana, de forma consciente, extrair todo o sentido de
milhares de estímulos exteriores).
- Segundo
a NLP American Board, recebemos por segundo, cerca de 2 a 4 Megabites de
informação proveniente do exterior e apenas absorvemos cerca de 134 bites, que
é a média de informação que conseguimos processar de forma consciente.
É através dos processos de
generalização (retirar conclusões gerais e globais baseado numa ou duas
experiências), distorção (fazer alterações ao significado de uma
experiência da nossa realidade, distorcendo-os)) e omissão (selecionar e
prestar atenção a alguns aspectos da experiência e não a outros), que determinamos,
onde vamos colocar a nossa atenção, onde nos focamos e para onde dirigimos a nossa
energia.
O cérebro filtra e
armazena a informação que precisa, ou de que julga poder precisar mais tarde, e
permite à mente consciente de cada um de nós, ignorar tudo o resto
Esta forma particular de
cada um de nós estruturar e organizar a informação externa, depende claro, da
forma como escolhemos, consciente ou inconscientemente, qual a informação a
processar.
Na verdade, a nossa RI acaba
por não constituir uma descrição precisa do acontecimento, representando apenas
uma interpretação filtrada, impactada pelas crenças pessoais específicas, pelas experiências
vividas, decisões passadas, hierarquia de valores e meta-programas (padrões
de comportamento), da própria pessoa!
Agora já sabe, porque é
que, perante o mesmo estímulo, duas pessoas respondem de forma diferente!
“Não sabemos como é que as coisas são
realmente, apenas como as representamos para nós próprios”
Se determinada
representação interna, nos potencia um estado limitador, porque não alterar a mesma,
alterando os filtros, para assim podermos potenciar em nós, um estado com mais
recursos, um estado mais possibilitador?
Se representar (RI) para
si mesmo uma grande confiança nas suas capacidades, a sua motivação a um nível
bem elevado, que mais do que fugir da dor, vai com todas as suas forças, em
busca do prazer que o recompensará do esforço despendido, acreditando de forma congruente
que, tal como já aconteceu no passado, vai conseguir ultrapassar com sucesso o
desafio que se avizinha, como pensa que o seu corpo reagirá (fisiologia)? A que
estado emocional irá aceder? Quais serão os comportamentos mais recorrentes, que
esse estado irá potenciar? Qual o resultado final?
“Ao formarmos uma
representação interna, de que as coisas vão funcionar, estamos a criar os
recursos internos de que necessitamos para produzir o estado que nos irá apoiar
na produção de resultados positivos”
“Quem quer que tenha a
pretensão de ser juiz no campo da verdade e do conhecimento, é destruído pelo
riso dos deuses” - Einstein

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