sábado, 17 de fevereiro de 2018

Definição de Objectivos - (II) Métodos

Pensamento I Sentimento I Comportamento


Razão, Emoção e Acção

- Depois de termos explorado, na última publicação, os Princípios a considerar numa correcta Definição de Objectivos (a fim de facilitar a consecução dos mesmos) vamos hoje abordar a segunda parte do tema, explorando os Métodos de Definição, para assim podermos passar da fase da mera Intenção, ao que realmente interessa – concretização de Resultados


                                                            Naturalmente, já existem diversos métodos de formulação e definição de objectivos, sendo que, depois dos fantásticos resultados alcançados por dezenas de pessoas com quem trabalho, partilho convosco nesta publicação, o modelo da minha preferência que, mais do que facilitar e potenciar os resultados pretendidos, serve essencialmente de guia, para os passos a desenvolver.

Este modelo, baseia-se em processos exploratórios do sistema de interações, organizadas de forma complexa, na nossa mente. Recorre à mente racional (a que pensa) e à emocional (a que sente), mobilizando a razão e a emoção, a lógica e a imaginação.

- Para potenciar e facilitar a concretização de um objectivo, este deve ser SMART - específico, mensurável, acionável, realista e temporal.         
ESpecífico – Delimitar no “alvo” aquilo que realmente quer atingir, evitando ambiguidades e abstrações na formulação. Se vai para um ginásio com o objectivo de perder peso, especifique quantos kilos (ou gramas!) quer efectivamente perder. Transforme o desejo num Objectivo.
Mensurável - “O que não se pode medir, não se pode gerir” - Peter Drucker. As metas devem ser mensuráveis. Em certos momentos, compare os resultados que vai conseguindo, com o resultado final do objectivo, para dessa forma aferir sobre o caminho que está a trilhar e saber assim se, de facto, é o mais conveniente. "Até agora perdi (x) kilos, falta perder (x). Será este o caminho certo?"
Acionável – O objectivo deve ser definido, implementado, mantido e controlado pela própria pessoa. Tem que depender de acção própria. Se permitir que outros o controlem, o objectivo passa a ser dessas pessoas e não seu. Se não for acionável pelo próprio, é mais uma fantasia do que um verdadeiro objectivo.
Realista – Acredita na viabilidade do projecto? É você mesmo, independentemente do que outras pessoas podem pensar, que tem de acreditar na possibilidade de atingir esse objectivo. Formule objectivos inspiradores, ambiciosos, suficientemente estimulantes e viáveis de consecução, para que os mesmos sejam suficientemente críveis para si. Se define um objectivo em que, você mesmo não acredita, isso é uma parvoíce e não um objectivo. “Claro que acredito que vou conseguir perder peso e até superar a marca que estabeleci”
Temporal – Defina as suas metas no tempo. “Qual a data que vou fixar para a concretização deste objectivo?” Não tendo uma data definida, a probabilidade de procrastinar, em relação às acções a desenvolver, aumenta. Estabelecendo uma data limite, a possibilidade de isso acontecer é muito maior, aumentando exponencialmente até, a possibilidade de o conseguir antes da data prevista! “Vou conseguir perder os kilos que determinei, até ao fim do mês de…”


Como é fácil detectar, este método é sustentado na sua essência pelo raciocínio lógico, pelo pensamento, pela mente racional. Adicionando-lhe algumas premissas, mobilizadas pela mente emocional, os objectivos tornam-se muito mais poderosos, aumentando significativamente a probabilidade de os alcançar.
O que proponho com este meu modelo é que ligue ao método descrito, algumas componentes emocionais, para fortalecer exponencialmente o mesmo e ao mesmo tempo potenciar a sua consecução.

Dor e Prazer – Como já sabemos, por publicações anteriores neste blog, o ser humano tem como polo de condução, a fuga da dor e/ou a busca do prazer. Tudo o que faz ou deixa de fazer é por um destes dois motivos; afastar-se do que não quer ou aproximar-se do que quer.
Sempre que estiver focado num dado objectivo, é muito importante associar ao facto de não o conseguir atingir, alguma frustração, algumas emoções negativas e mesmo dor. Ao invés, é imprescindível projectar internamente imagens e sensações de júbilo, de muito entusiasmo e de muito, muito prazer, sempre que se veja a ter sucesso, sempre que se associe ao facto de o conseguir alcançar.
Verbalizar e Partilhar – Quando verbaliza o seu objectivo, para si mesmo ou para os outros, convém que o faça de forma emotiva. Use o seu corpo, as suas expressões, o seu método próprio, para se sentir emocionalmente envolvido com o objectivo quando o verbaliza. Pode mesmo imaginar que já o conseguiu alcançar, vendo agora o que sabe que irá ver nesse momento, ouvindo o que vai ouvir, sentindo o que vai sentir…Explore o facto de, a sua mente, não conseguir distinguir a imaginação da realidade para consolidar certas ligações neuronais. Utilize o Condicionamento Neuro Associativo, para consciente e inconscientemente, programar e reprogramar a sua mente, de forma a alavancar as suas metas. “Já me consigo ver bem mais leve, a rejubilar de prazer, com toda a malta amiga a dar-me os parabéns pela minha nova aparência”

“O início de um hábito é como um fio invisível, e a cada vez que o repetimos o acto reforça o fio, acrescenta-lhe outro filamento, até que se torna um enorme cabo, e nos prende de forma irremediável, no pensamento, no sentimento e na ação.”Orison Marden

Por fim, depois da abordagem Cognitiva – ligada ao pensamento, à compreensão e ao processamento da informação - da abordagem Emocional – ligada aos aspectos afectivos que acompanham a nossa vivência - resta explorar a Conação – dinamização para a acção por factores intencionais e motivacionais da própria pessoa -  sem a qual nada do que acima está descrito fará sentido.

PLANO de ACÇÃO - Definidos que estão os objectivos, para que a teoria se transforme em prática, tem que estar fortemente motivado para entrar em acção, desenvolvendo um plano que o possa transportar para o resultado final
Um objectivo sem um plano, não é um objectivo.

O plano que lhe desenho hoje, foi-me “oferecido” pelo Coaching como uma das ferramentas que, no processo de definição de objectivos, mais garantias dá ao desenvolvimento de acções fiáveis, direccionadas e bastante potenciadoras.

Plano de acção invertido – A estratégia dominante é a de dividir a “grande meta” em metas mais pequenas, mais rápidas e mais facilmente atingíveis, que conduzem depois ao objectivo final.
Implementação - Comece pelo tempo que definiu para a consecução do objectivo, e regrida no tempo, percebendo que acções (tarefas) intermédias pode desenvolver:
Ex: “Até ao fim do mês de Julho, vou perder 8 kg” – “O que tem de acontecer durante o mês de Junho para que no final do mês Julho tenha menos 8kg?”
 - Encontre as suas melhores respostas

Faça nova regressão no tempo e…
“No fim do mês de Junho, já terei perdido 6kg” – “O que tem de acontecer até ao final do mês de Maio, para que no final do mês de Junho já tenha perdido pelo menos 6Kg?
 - Encontre as suas melhores respostas

E assim sucessivamente, sucessivamente, até ao dia de…AMANHÃ

Não, não existe qualquer fórmula secreta que garanta, a cem por cento, que vai atingir os objectivos a que se propõe. Uma coisa lhe garanto, utilize um método eficaz na formulação dos mesmos e ficará muito mais perto de o conseguir.                                 No Desporto e na Vida

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