Pensamento I Sentimento I Comportamento
Razão, Emoção e Acção
- Depois de termos explorado, na última publicação, os Princípios
a considerar numa correcta Definição de Objectivos (a fim de facilitar a
consecução dos mesmos) vamos hoje abordar a segunda parte do tema, explorando
os Métodos de Definição, para assim podermos passar da fase da mera Intenção, ao
que realmente interessa – concretização de Resultados
Naturalmente, já existem diversos métodos de formulação e definição
de objectivos, sendo que, depois dos fantásticos resultados alcançados por
dezenas de pessoas com quem trabalho, partilho convosco nesta publicação, o
modelo da minha preferência que, mais do que facilitar e potenciar os resultados
pretendidos, serve essencialmente de guia, para os passos a desenvolver.
Este modelo, baseia-se em processos exploratórios do sistema
de interações, organizadas de forma complexa, na nossa mente. Recorre à mente racional (a que pensa) e à emocional (a que sente), mobilizando a razão
e a emoção, a lógica e a imaginação.
- Para potenciar e facilitar a concretização de um
objectivo, este deve ser SMART - específico, mensurável, acionável, realista e
temporal.
ESpecífico – Delimitar
no “alvo” aquilo que realmente quer atingir, evitando ambiguidades e abstrações
na formulação. Se vai para um ginásio com o objectivo de perder peso,
especifique quantos kilos (ou gramas!) quer efectivamente perder. Transforme o
desejo num Objectivo.
Mensurável - “O que não se pode medir, não se
pode gerir” - Peter Drucker. As metas devem ser mensuráveis. Em certos momentos,
compare os resultados que vai conseguindo, com o resultado final do objectivo,
para dessa forma aferir sobre o caminho que está a trilhar e saber assim se, de
facto, é o mais conveniente. "Até agora perdi (x) kilos, falta perder (x). Será
este o caminho certo?"
Acionável – O objectivo deve ser
definido, implementado, mantido e controlado pela própria pessoa. Tem que
depender de acção própria. Se permitir que outros o controlem, o objectivo
passa a ser dessas pessoas e não seu. Se não for acionável pelo próprio, é mais
uma fantasia do que um verdadeiro objectivo.
Realista – Acredita na viabilidade do
projecto? É você mesmo, independentemente do que outras pessoas podem pensar,
que tem de acreditar na possibilidade de atingir esse objectivo. Formule
objectivos inspiradores, ambiciosos, suficientemente estimulantes e viáveis de
consecução, para que os mesmos sejam suficientemente críveis para si. Se define
um objectivo em que, você mesmo não acredita, isso é uma parvoíce e não um objectivo.
“Claro que acredito que vou conseguir perder peso e até superar a marca que
estabeleci”
Temporal – Defina as suas metas no
tempo. “Qual a data que vou fixar para a concretização deste objectivo?” Não
tendo uma data definida, a probabilidade de procrastinar, em relação às acções
a desenvolver, aumenta. Estabelecendo uma data limite, a possibilidade de isso
acontecer é muito maior, aumentando exponencialmente até, a possibilidade de o
conseguir antes da data prevista! “Vou conseguir perder os kilos que
determinei, até ao fim do mês de…”
Como é fácil detectar, este método é sustentado na sua essência
pelo raciocínio lógico, pelo pensamento, pela mente racional. Adicionando-lhe algumas premissas, mobilizadas pela mente emocional, os objectivos tornam-se
muito mais poderosos, aumentando significativamente a probabilidade de os
alcançar.
O que proponho com este meu modelo é que ligue ao
método descrito, algumas componentes emocionais, para fortalecer exponencialmente
o mesmo e ao mesmo tempo potenciar a sua consecução.
Dor e Prazer – Como já sabemos, por publicações
anteriores neste blog, o ser humano tem como polo de condução, a fuga da dor e/ou a
busca do prazer. Tudo o que faz ou deixa de fazer é por um destes dois motivos;
afastar-se do que não quer ou aproximar-se do que quer.
Sempre que estiver focado num dado
objectivo, é muito importante associar ao facto de não o conseguir atingir, alguma frustração, algumas emoções negativas e mesmo dor. Ao invés, é imprescindível projectar internamente imagens e sensações de júbilo, de muito entusiasmo e de muito, muito prazer, sempre que se veja a ter sucesso, sempre que se associe ao facto de o conseguir alcançar.
Verbalizar e
Partilhar – Quando verbaliza
o seu objectivo, para si mesmo ou
para os outros, convém que o faça de forma emotiva. Use o seu corpo,
as suas expressões, o seu método próprio, para se sentir emocionalmente
envolvido com o objectivo quando o verbaliza. Pode mesmo imaginar que já o
conseguiu alcançar, vendo agora o que sabe que irá ver nesse momento, ouvindo o
que vai ouvir, sentindo o que vai sentir…Explore o facto de, a sua mente, não
conseguir distinguir a imaginação da realidade para consolidar certas ligações
neuronais. Utilize o Condicionamento Neuro Associativo, para consciente e
inconscientemente, programar e reprogramar a sua mente, de forma a alavancar as
suas metas. “Já me consigo ver bem mais leve, a rejubilar de prazer, com toda a
malta amiga a dar-me os parabéns pela minha nova aparência”
“O início de um hábito é como um fio invisível, e a cada vez que o repetimos o acto reforça o fio, acrescenta-lhe outro filamento,
até que se torna um enorme cabo, e nos prende de forma irremediável, no pensamento, no
sentimento e na ação.” – Orison Marden
Por fim, depois da abordagem Cognitiva – ligada ao pensamento, à compreensão e ao
processamento da informação - da abordagem
Emocional – ligada aos aspectos afectivos que acompanham a nossa vivência - resta explorar a Conação – dinamização para a acção por factores intencionais e motivacionais
da própria pessoa - sem a qual nada do
que acima está descrito fará sentido.
PLANO de ACÇÃO - Definidos que estão os
objectivos, para que a teoria se transforme em prática, tem que estar
fortemente motivado para entrar em acção, desenvolvendo um plano que o possa transportar
para o resultado final
Um objectivo sem um plano, não é um objectivo.
O plano que lhe desenho hoje, foi-me “oferecido” pelo
Coaching como uma das ferramentas que, no processo de definição de objectivos, mais garantias dá ao desenvolvimento de acções fiáveis, direccionadas e bastante potenciadoras.
Plano de
acção invertido – A estratégia
dominante é a de dividir a “grande meta” em metas mais pequenas, mais rápidas e
mais facilmente atingíveis, que conduzem depois ao objectivo final.
Implementação - Comece pelo tempo que definiu para a
consecução do objectivo, e regrida no tempo, percebendo que acções (tarefas) intermédias
pode desenvolver:
Ex: “Até ao fim do mês de Julho, vou perder 8 kg” – “O
que tem de acontecer durante o mês de Junho para que no final do mês Julho
tenha menos 8kg?”
- Encontre as suas melhores respostas
Faça nova regressão no tempo e…
“No fim do mês de Junho, já terei perdido 6kg” – “O
que tem de acontecer até ao final do mês de Maio, para que no final do mês de Junho já tenha perdido pelo menos 6Kg?
- Encontre as suas melhores respostas
E assim sucessivamente, sucessivamente, até ao dia de…AMANHÃ
Não, não existe qualquer fórmula secreta que garanta,
a cem por cento, que vai atingir os objectivos a que se propõe. Uma coisa lhe
garanto, utilize um método eficaz na formulação dos mesmos e ficará muito mais
perto de o conseguir. No Desporto e na Vida

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