Motivação
Gosto
de definir Motivação como uma força ou um conjunto de forças interiores que
orientam os comportamentos da pessoa no sentido de alcançar um determinado
objetivo.A origem etimológica da palavra - do latim “movere” - que significa mover, sugere que “motivação” pressupõem movimento.
Logo, de uma forma mais simples e dividindo a palavra, podemos definir Motivação como - Motivo para a Acção.
Motivação é um dos fatores mais evocados no desporto, pela reconhecida importância que a mesma tem na performance dos atletas.
Expectativa
Projectadas - “Qual o motivo que potencia a acção?”
Ter consciência de
que a motivação é um processo interno e pessoal é tão necessário quanto
fundamental, pois coloca a pessoa como responsável pelo que lhe acontece, em termos de motivação, desviando-a de qualquer processo reactivo, que possa tender em colocar a
responsabilidade nos outros ou fora de si mesmo.
Podemos
avançar em direção ao que queremos ou, pelo contrário, avançar no sentido
contrário, para nos afastarmos do que não queremos. Ou encontramos motivos para
nos aproximarmos de algo que nos dará
prazer, ou motivos para fugir de algo
que, pressupomos, pode causar dor. Ex; “quero ganhar” vs “não quero perder”; "quero ter saúde" vs "não quero adoecer"
Pela
experiência que tenho tido, com inúmeros atletas e equipas com quem tenho
trabalhado como Coach, não me sobram dúvidas que, quando os atletas seguem a
direção do “prazer”, o foco na tarefa e o rendimento tendem a aumentar.
Alguns
cuidados a ter em conta;
a)
Na Motivação por Afastamento (fuga
da dor), pode acontecer que, quanto mais se afasta dos problemas, menos graves
lhe pareçam, baixando dessa forma os índices de motivação.
b)
Na Motivação por Aproximação (busca
do prazer), o foco mais intenso na tarefa pode, eventualmente, derivar para uma
menor atenção a problemas/obstáculos que possam surgir
Nota;
As pessoas tendem a utilizar a mesma direção de motivação em situações e
contextos diferentes. Segundo estudos mais recentes, a maioria das pessoas
move-se por afastamento
Consoante
o estímulo e/ou a recompensa, podemos também dividir a motivação, em extrínseca e intrínseca.
Na
Motivação Extrínseca o estímulo vem
de fora, através de factores externos, como por exemplo; reconhecimento público;
exemplos inspiradores; discurso do líder; um prémio financeiro…etc.
Tipo de motivação, muitas vezes traduzida em recompensas - por proporcionarem prazer ou satisfação que a tarefa em si mesmo pode não proporcionar - sendo, mesmo assim, relevante por poder criar um ambiente mais estimulador.
Mais importante, e que pode fazer a diferença por potenciar altos
patamares de rendimento, é a Motivação Intrínseca.
A motivação gerada por necessidades e motivos da própria pessoa, que estimulam certos comportamentos, fomentadores de acções que mais a aproximam do resultado
pretendido, e que advém do prazer pessoal que obtém da satisfação em complementar uma tarefa ou simplesmente de trabalhar nessa tarefa.
A motivação intrínseca proporciona a energia necessária a um
esforço superior, potencia a superação de limites, eleva os níveis de auto-confiança
e auto-estima, fortalecendo também a capacidade de persistência.
Existem
também factores de ordem emocional potenciadores de um certo tipo de motivação.
São fatores internos ou externos, individuais ou colectivos, que estimulam emocionalmente o atleta,
potenciando aquilo a que chamamos de Motivação
Emocional. Um tipo de motivação extremamente forte, rápida e possibilitadora de
elevado rendimento, particularmente de ordem física ou neurofisiológica. São
estímulos motivacionais usados de forma recorrente nos momentos que antecedem
a competição.
O aspecto menos positivo da motivação emocional
reside no facto de, perante uma contrariedade, se poder desvanecer rapidamente.
Por
esse motivo se recomenda que a mesma seja acompanhada por estímulos de ordem
mais racional e lógica, sustentados no conhecimento e em dados concretos, que potenciam outro tipo de motivação – Motivação Cognitiva – que apesar de ser menos intensa, tem uma maior durabilidade e permite manter a atenção (foco) no que é realmente
importante, numa dada situação ou num certo contexto.
Inteligência
Emocional
Daniel
Goleman, psicólogo, escritor, jornalista, investigador, membro da direção do
“Mind and Life Institute” e membro da “American Association for the Advencement
of Science”, no seu “Best-Seller” – Inteligência Emocional – enumera algumas
características da mesma, nomeadamente;
- “A capacidade da pessoa se motivar e
persistir a despeito das frustrações”
- “A capacidade de controlar os impulsos e
adiar a recompensa”
- "A capacidade de regular o seu próprio estado de espírito e impedir que o desânimo subjugue a faculdade de pensar"
No desporto e na Vida

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