Lidar com os resultados
Em todas as modalidades desportivas, umas vezes ganhamos, outras perdemos. Umas vezes alcançamos o primeiro lugar, outras o segundo ou um lugar no “pódio” e em outras nem isso. Por vezes alcançamos o objectivo, outras não!
Nem sempre, os planos traçados correm de acordo com o
planeado. Existem certos momentos em que o resultado alcançado, está longe de
ser o desejado.
O que fazer quando isso acontece?
- No desporto,
como na vida, existem expectativas a materializar, metas a alcançar, tarefas a
desempenhar, que potenciam resultados, normalmente comparados com resultados
anteriores ou com resultados de outros competidores ou concorrentes.
Esta
possibilidade de comparar resultados tendo em conta as expectativas, ou mesmo
um qualquer padrão específico vai depois reflectir-se na classificação
atribuída aos mesmos; bom, mau; positivo, negativo; suficiente, insuficiente;
péssimo, excelente…
Associados a cada um destes grupos, estão emoções
completamente diferentes. Umas com que nos sentimos muito confortáveis e até
gostamos, outras de que não gostamos nada e que nos fazem sentir muito desconfortáveis
Isto para chegarmos à conclusão que, de facto, existem
resultados considerados positivos ou de sucesso e resultados negativos ou de
fracasso.
É muito comum, atribuir o significado “fracasso” a um
resultado negativo.
Será o melhor?
As consequências deste potencial significado, a que
normalmente se associam emoções negativas, tende a ter repercussões muito
concretas a nível dos comportamentos. Ao sentir que o resultado foi um fracasso,
a dor vai estar presente, apesar de saber que nada pode fazer para alterar o
que já aconteceu, pois essa é uma das características do passado - nada se pode
alterar!
À partida não parece fazer muito sentido, estar a sofrer
por algo que já não pode alterar, pois não?
Para minimizar ou ultrapassar mais rapidamente este “luto”,
a Programação Neuro Linguística (PNL) apresenta-nos algumas estratégias, que de
facto resolvem eficazmente situações de desconforto emocional.
A minha preferida baseia-se na possibilidade de
utilização do conceito de tempo!
- Analisar o
resultado “de agora” à luz de um potencial sucesso “de amanhã”.
Desta
forma, o resultado presente deixa de estar associado a uma carga negativa e
passa a estar associado a uma carga positiva, potenciadora de sucessos futuros.
Imagine
que olha para o resultado que aconteceu, como uma forma útil de aprendizagem
que lhe permite, no futuro, não cometer (repetir) os mesmos erros e/ou até como
uma mola impulsionadora que facilite ou promova uma alavancagem de futuros
sucessos.
Utilizando
esta estratégia poderá projectar o futuro como uma pessoa (atleta) com outros
recursos e perceber que este resultado lhe irá possibilitar novas soluções que
estimulam e indiciam melhores resultados
Como ainda
não sabe como vai ser o futuro, são precisamente estas novas soluções
estratégicas, que lhe concedem o privilégio de poder criar imagens poderosas e
positivas para esse futuro, que lhe permitam lidar com o presente de uma forma
emocionalmente positiva e consequentemente gerar comportamentos em consonância com
esse estado emocional.
Vai notar
certamente que ao transformar o fracasso em nova aprendizagem, este processo se
irá reflectir no seu desempenho no presente.
Consegue
imaginar o que acontecerá quando os momentos menos agradáveis ou mesmo difíceis
forem percepcionados e sentidos como uma nova aprendizagem, logo no presente e
não apenas num futuro distante?
Coloque, a si
próprio, a seguinte questão;
“Se agora já sei,
que um dia mais tarde irei olhar para este “fracasso” como uma excelente
aprendizagem a caminho do sucesso, porque não começar a fazê-lo…agora?”
Consegue vislumbrar
e sentir os benefícios?
“Não
existe fracasso, apenas feedback (o resultado da acção)”
As
pessoas estão constantemente a escolher o significado que atribuem ao que
acontece. Um bom exemplo que sustenta este princípio é Thomas Eddison. Por cada
experiência, que não lhe concedia o resultado que pretendia (das mais de mil
que realizou), ele sempre descobria (aprendia) uma nova forma de como…não
inventar a luz!


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