terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Lidar com os resultados

Lidar com os resultados


Em todas as modalidades desportivas, umas vezes ganhamos, outras perdemos. Umas vezes alcançamos o primeiro lugar, outras o segundo ou um lugar no “pódio” e em outras nem isso. Por vezes alcançamos o objectivo, outras não!

Nem sempre, os planos traçados correm de acordo com o planeado. Existem certos momentos em que o resultado alcançado, está longe de ser o desejado.
O que fazer quando isso acontece?

 - No desporto, como na vida, existem expectativas a materializar, metas a alcançar, tarefas a desempenhar, que potenciam resultados, normalmente comparados com resultados anteriores ou com resultados de outros competidores ou concorrentes.   

Esta possibilidade de comparar resultados tendo em conta as expectativas, ou mesmo um qualquer padrão específico vai depois reflectir-se na classificação atribuída aos mesmos; bom, mau; positivo, negativo; suficiente, insuficiente; péssimo, excelente…
Associados a cada um destes grupos, estão emoções completamente diferentes. Umas com que nos sentimos muito confortáveis e até gostamos, outras de que não gostamos nada e que nos fazem sentir muito desconfortáveis
Isto para chegarmos à conclusão que, de facto, existem resultados considerados positivos ou de sucesso e resultados negativos ou de fracasso.

É muito comum, atribuir o significado “fracasso” a um resultado negativo.
Será o melhor?
As consequências deste potencial significado, a que normalmente se associam emoções negativas, tende a ter repercussões muito concretas a nível dos comportamentos. Ao sentir que o resultado foi um fracasso, a dor vai estar presente, apesar de saber que nada pode fazer para alterar o que já aconteceu, pois essa é uma das características do passado - nada se pode alterar!
À partida não parece fazer muito sentido, estar a sofrer por algo que já não pode alterar, pois não?

Para minimizar ou ultrapassar mais rapidamente este “luto”, a Programação Neuro Linguística (PNL) apresenta-nos algumas estratégias, que de facto resolvem eficazmente situações de desconforto emocional.
A minha preferida baseia-se na possibilidade de utilização do conceito de tempo!

 - Analisar o resultado “de agora” à luz de um potencial sucesso “de amanhã”.

Desta forma, o resultado presente deixa de estar associado a uma carga negativa e passa a estar associado a uma carga positiva, potenciadora de sucessos futuros.
Imagine que olha para o resultado que aconteceu, como uma forma útil de aprendizagem que lhe permite, no futuro, não cometer (repetir) os mesmos erros e/ou até como uma mola impulsionadora que facilite ou promova uma alavancagem de futuros sucessos.
Utilizando esta estratégia poderá projectar o futuro como uma pessoa (atleta) com outros recursos e perceber que este resultado lhe irá possibilitar novas soluções que estimulam e indiciam melhores resultados
Como ainda não sabe como vai ser o futuro, são precisamente estas novas soluções estratégicas, que lhe concedem o privilégio de poder criar imagens poderosas e positivas para esse futuro, que lhe permitam lidar com o presente de uma forma emocionalmente positiva e consequentemente gerar comportamentos em consonância com esse estado emocional.
Vai notar certamente que ao transformar o fracasso em nova aprendizagem, este processo se irá reflectir no seu desempenho no presente.

Consegue imaginar o que acontecerá quando os momentos menos agradáveis ou mesmo difíceis forem percepcionados e sentidos como uma nova aprendizagem, logo no presente e não apenas num futuro distante?
Coloque, a si próprio, a seguinte questão;
“Se agora já sei, que um dia mais tarde irei olhar para este “fracasso” como uma excelente aprendizagem a caminho do sucesso, porque não começar a fazê-lo…agora?”
Consegue vislumbrar e sentir os benefícios?


 
 “Não existe fracasso, apenas feedback (o resultado da acção)”


As pessoas estão constantemente a escolher o significado que atribuem ao que acontece. Um bom exemplo que sustenta este princípio é Thomas Eddison. Por cada experiência, que não lhe concedia o resultado que pretendia (das mais de mil que realizou), ele sempre descobria (aprendia) uma nova forma de como…não inventar a luz!



No desporto e na Vida

Sem comentários:

Enviar um comentário