Comunicação do Treinador
Quando falamos para um grupo de pessoas, podemos tomar consciência da espantosa diversidade das reacções humanas, notando quão diferentes são as reacções das pessoas, face a coisas idênticas!
Enquanto líder pode falar sobre espírito de equipa, autoconfiança, compromisso, solidariedade, princípios e valores…e, enquanto uns se transfiguram, outros
aborrecem-se para a vida. Conta uma piada no meio e uns riem-se à gargalhada, outros, nem
um músculo facial mexem.
Fica-se com a noção de que, cada
pessoa tem uma “linguagem mental” diferente!
Sim, é mesmo verdade, e isso acontece
porque de facto as pessoas são diferentes - umas vêm o copo meio cheio,
outras meio vazio.
Algumas pessoas, ao assistirem a uma
palestra sobre motivação, ficam mais excitadas, cheias de energia, motivadas,
enquanto outras não reagem de todo!
- Como cita Bernard Shaw “se se dirigir às pessoas na escala certa,
pode dizer qualquer coisa. Na escala errada, não há nada que possa fazer”.
A mensagem mais inspiradora, a
critica mais sagaz, o estímulo mais eficaz, são completamente inúteis, salvo se,
intelectual e emocionalmente forem entendidas e percebidas por quem a recebe.
Se pretende ser um excelente
comunicador, um mestre em inspiração e motivação ou até em persuasão, tem que
saber encontrar a escala certa.
A Programação Neuro Linguística (PNL)
indica-nos o caminho certo a percorrer para poderemos encontrar a escala certa,
através da descodificação dos padrões internos de comportamento mais presentes
numa dada pessoa e mesmo dos padrões de representação e de organização da
experiência que conduz a esse comportamento.
De uma forma mais simples; o que leva
uma certa pessoa a decidir (muitas vezes inconscientemente) aquilo a que deve
prestar mais atenção.
Da
teoria à prática:
Todas as acções do ser humano giram em torno de estímulos específicos que direccionam e conduzem a
pessoa para um certo comportamento (empreender a acção) que mais possibilite, aproximar-se daquilo que quer ou... afastar-se daquilo que não
quer.
A busca do prazer ou a fuga da dor!
No
desporto em particular, existem pessoas (atletas) que adotam comportamentos que
permitam aumentar as probabilidades de vencer
e outros que seguem outro caminho, adotando comportamentos que aumentem a
probabilidade de não perder.
- Em contextos diferentes, estou em crer que,
neste momento, existem pessoas que estão a ler este artigo porque apreciam as
áreas de desenvolvimento pessoal, que querem aprofundar os seus conhecimentos e
desenvolver outras competências nas componentes mentais aplicadas ao desporto (e/ou à vida) e outras que estão a ler este mesmo artigo porque receiam ser apelidadas
de incompetentes ou por temerem não ter uma eficiente e apropriada formação, nestas
áreas.
A uns
e a outros, recomendo que continuem a desfrutar da leitura, já que têm motivos para tal; seja a busca do prazer ou a fuga da dor!
Pode, inclusive,
dar-se o caso de o leitor se sentir motivado em simultâneo, pelas duas razões
expostas, acreditando eu que, mesmo nesse caso, uma das razões esteja mais
presente do que a outra. Verdade?
Entendendo
os Padrões Mentais, pode a partir daí, aumentar muito a probabilidade de passar
a sua mensagem de forma mais clara e eficaz, quer seja para o grupo quer para um
atleta individualmente!
Se, como treinador, como líder, pretende passar a sua mensagem com um maior grau de eficácia, tenha sempre presente que a estratégia a utilizar estará inteiramente dependente da estratégia da(s) pessoa(s) com quem está a lidar.
Usando
a escala errada, estará a perder o seu tempo, pois pode estar a tentar movê-la(s)
em direção a algo, quando tudo o que pretende(m) é encontrar uma boa razão para
recuar.
"Pode tentar vender automóveis realçando a potência do motor, a velocidade, a cor sensual, ou enfatizar a segurança, o baixo consumo, a manutenção barata…. Tudo depende da estratégia do comprador"
Muito
importante – Ao lidar com estes princípios, tenha em conta que não está a lidar
com absolutos. Todas as pessoas se movimentam em direcção a alguma coisa e para
longe de outra. Ninguém reage da mesma forma a cada estímulo, embora toda a
gente tenha um modo dominante, uma forte tendência para se dirigir numa direcção
ou noutra.
No Desporto e na Vida
No Desporto e na Vida


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