quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Formação e Motivação

Formação e Motivação


Um dos problemas com que muitos desportistas se confrontam é a falta de motivação.

O desportista, em diferentes níveis, tem, por vezes, dificuldades em se motivar adequadamente para o desafio que se avizinha ou mesmo para treinar (“uns dias estou bem, outros nem por isso”), mesmo tendo consciência que esse é o seu trabalho, no caso dos profissionais, ou de “fazer o que gosta” noutros casos.
Quando escolhemos um desporto para praticar, pressupomos que essa actividade é prazerosa, que diverte, e partindo do princípio causa/efeito, adivinhamos o quão é fácil será encontrar motivos para se desfrutar da sua prática. E desfrutando da mesma, seguramente que procurará desenvolver cada vez mais e melhor as suas capacidades, as suas potencialidades. a sua criatividade e mesmo que se predisporá a assumir alguns riscos em prol do que realmente gosta de fazer.

No meu caso pessoal, que poderá ser transversal a muitos de vós, comecei, enquanto miúdo a jogar à bola, muito antes de começar a jogar futebol.

Em que altura do caminho nos deixamos de divertir, de arriscar, de ter aquela vontade férrea para todos os dias jogarmos mais e melhor?
Para uns a resposta poderá ser “ No momento em que se tornou um trabalho”; “Quando apareceu a pressão” (seja ela qual for); “Quando senti a responsabilidade de não poder defraudar os outros” (os pais, o treinador, os amigos…), etc etc

Nestas circunstâncias, o rendimento tende a baixar, treinar bem fica mais difícil, treinar mal compromete o rendimento e entramos num circulo vicioso - em que se torna complicado achar uma saída - em contraste com o circulo virtuoso em que estávamos, antes de “transportar esses pesos”.
Este é um problema que, nas mais diversas modalidades, começa por afectar os escalões de formação.
Começam a “sofrer” porque os resultados não são os esperados, porque as expectativas dos progenitores e/ou dos mais chegados são demasiado elevadas, porque o seu rendimento, na prática, está a um nível inferior ao perspectivado, e essa (má) formação pode provocar danos mais tarde, como profissionais ou atletas de alto rendimento, provocando falhas técnicas grosseiras, e sérios problemas ao nível da confiança, auto-estima e motivação.
Sair desta situação, na sua grande maioria é bem mais simples do que se pode imaginar.


Começa com perguntas tão simples como;

“Gostas do desporto que praticas?”
“Qual a razão para praticares este desporto?”
“Alguém te obriga a praticares este desporto?”






As respostas a estas perguntas que colocas a ti próprio - no caso de seres treinador, pai ou mesmo mentor, que colocas ao atleta - na grande maioria dos casos, fazem-te redescobrir o gosto pelo que fazes, que o fazes porque o desejas, que ninguém te obriga e que praticar essa modalidade te dá um prazer imenso.
O real problema estará amiúde na “forma como nos formamos”, em que a atenção recai mais sobre que está mal do que sobre o que está bem, nas fraquezas em vez de nas “fortalezas”, esquecendo-nos assim que não há maior motivação do que treinar e competir!
O resto, as metas, os objectivos e tudo o mais, chegará com o tempo, não devendo sobrepor-se ao prazer que dá fazer o que fazes…agora!


       


      No Desporto e na Vida

Sem comentários:

Enviar um comentário