Formação e Motivação
Um dos problemas com que muitos desportistas se confrontam é a falta de motivação.
Quando escolhemos um desporto para praticar, pressupomos que
essa actividade é prazerosa, que diverte, e partindo do princípio causa/efeito,
adivinhamos o quão é fácil será encontrar motivos para se desfrutar da sua
prática. E desfrutando da mesma, seguramente que procurará desenvolver cada vez
mais e melhor as suas capacidades, as suas potencialidades. a sua criatividade
e mesmo que se predisporá a assumir alguns riscos em prol do que realmente
gosta de fazer.
No meu caso pessoal, que poderá ser transversal a muitos de vós,
comecei, enquanto miúdo a jogar à bola, muito antes de começar a jogar futebol.
Em
que altura do caminho nos deixamos de divertir, de arriscar, de ter aquela
vontade férrea para todos os dias jogarmos mais e melhor?
Para uns a resposta poderá ser “ No momento em que se tornou um trabalho”; “Quando apareceu a pressão” (seja ela qual for); “Quando senti a responsabilidade de não poder defraudar os outros” (os pais, o treinador, os amigos…), etc etc
Para uns a resposta poderá ser “ No momento em que se tornou um trabalho”; “Quando apareceu a pressão” (seja ela qual for); “Quando senti a responsabilidade de não poder defraudar os outros” (os pais, o treinador, os amigos…), etc etc
Nestas circunstâncias, o rendimento tende a baixar, treinar bem fica mais difícil, treinar mal compromete o rendimento e entramos num circulo vicioso - em que se torna complicado achar uma saída - em contraste com o circulo virtuoso em que estávamos, antes de “transportar esses pesos”.
Este é um problema que, nas mais diversas modalidades, começa
por afectar os escalões de formação.
Começam a “sofrer” porque os resultados não são os esperados, porque as expectativas dos progenitores e/ou dos mais chegados são demasiado elevadas, porque o seu rendimento, na prática, está a um nível inferior ao perspectivado, e essa (má) formação pode provocar danos mais tarde, como profissionais ou atletas de alto rendimento, provocando falhas técnicas grosseiras, e sérios problemas ao nível da confiança, auto-estima e motivação.
Começam a “sofrer” porque os resultados não são os esperados, porque as expectativas dos progenitores e/ou dos mais chegados são demasiado elevadas, porque o seu rendimento, na prática, está a um nível inferior ao perspectivado, e essa (má) formação pode provocar danos mais tarde, como profissionais ou atletas de alto rendimento, provocando falhas técnicas grosseiras, e sérios problemas ao nível da confiança, auto-estima e motivação.
Sair desta situação, na sua grande maioria é bem mais simples do
que se pode imaginar.
Começa com perguntas tão simples como;
“Gostas do desporto que praticas?”
“Qual a razão para praticares este desporto?”
“Alguém te obriga a praticares este desporto?”
As
respostas a estas perguntas que colocas a ti próprio - no caso de seres
treinador, pai ou mesmo mentor, que colocas ao atleta - na grande maioria dos
casos, fazem-te redescobrir o gosto pelo que fazes, que o fazes porque o
desejas, que ninguém te obriga e que praticar essa modalidade te dá um prazer
imenso.
O real problema estará amiúde na “forma como nos formamos”, em que a atenção recai mais sobre que
está mal do que sobre o que está bem, nas fraquezas em vez de nas “fortalezas”,
esquecendo-nos assim que não há maior motivação do que treinar e competir!
O resto, as metas, os objectivos e tudo o mais, chegará com o
tempo, não devendo sobrepor-se ao prazer que dá fazer o que fazes…agora!



Sem comentários:
Enviar um comentário