sexta-feira, 27 de abril de 2018

Comunicação Verbal

O Poder das Palavras   
- Hoje vamos falar de comunicação verbal, em particular do poder das palavras e respectivo impacto mental das mesmas.


A maior parte das vezes utilizamos algumas palavras em “modo automático”…de forma inconsciente, palavras essas a que atribuímos um certo ou potencial significado.

Assim, as palavras que atribuímos à descrição da experiência, tornam-se na nossa experiência!

Usamos  palavras que nos fazem sorrir e outras que nos fazem “chorar”. Usamos as palavras para transformar as nossas emoções...para nos oferecer confiança, ou para nos criar apreensão.

De facto as palavras podem criar e/ou transformar emoções e podem também potenciar acções - como já sabemos, são as nossas acções que nos oferecem os resultados da nossa vida!

                                                                                      “As palavras formam os fios com que tecemos a nossa experiência” Adolf Huxley

As palavras não são mais do que símbolos, bastante simples por sinal, a que chamamos letras ou sons, e que nos proporcionam um meio de expressar e de partilhar a nossa experiência com os outros (comunicação interpessoal), ou com nós próprios (comunicação intrapessoal), causando ao mesmo tempo impacto no que sentimos.

Ao compreender o poder das palavras, pode, de forma consciente, escolher com sensatez as palavras que melhor resultado emocional lhe possam oferecer.
As pessoas com vocabulário empobrecido, normalmente têm uma vida emocional mais empobrecida, do que aquelas que têm vocabulário mais rico.

Este é o desafio que lhe lanço hoje: desafie-se pela dimensão do vocabulário que compreende, para expressar da melhor forma possível as suas experiências, evitando escolher “atalhos”, pois muitas vezes são esses mesmos caminhos que se transformam em atalhos emocionais, potenciando estados que não pretende.
Em vez de dizer “estou a sentir-me irritado”, experimente usar “estou a sentir-me um pouco aborrecido”; “mas que merda” por “mas que coisa”; “fracasso” por “nova aprendizagem”; “eu odeio…isto” por “eu prefiro…aquilo”.

Qualquer língua, inclusive o português, tem uma enorme quantidade de palavras, que para além do potencial significado, quando aplicadas em determinadas frases, transmitem uma intensidade emocional distinta, como notará, experienciando os exemplos antes descritos.

Se estiver a descrever uma experiência fantástica, não diminua a sua própria intensidade emocional. Diga, ou escreva FANTÁSTICA e não…”muito boa”.
Basta mudar o seu vocabulário habitual – as palavras que usa sistematicamente – para conseguir, no mesmo instante, mudar a forma como pensa, a forma como sente e a forma como vive!
Se normalmente usa um conjunto de palavras, no seu vocabulário mais habitual, que potenciam estados que o(a) enfraquecem, livre-se delas e substitua-as por outra que o(a) fortaleçam.

Se “sobrecarregado” de trabalho já é meu mau, o que dizer de “sufocado…”!

Há bem pouco tempo vivi uma experiência conjunta (nada boa por sinal) e o curioso é que, perante a mesma situação, dei por mim a escutar atentamente a forma como as diversas pessoas descreviam essa experiência, ouvindo desde; “estou com uma raiva…”; “estou furioso”; “estou mesmo irritado” a “estou aborrecido com isto”, conforme a “tradução” que cada uma das pessoas fazia da situação.

Infelizmente, na língua portuguesa, tal como na maioria dos idiomas pelo mundo fora, encontra muitas mais palavras para descrever emoções de tristeza, do que para as de alegria. Ser mais criativo e criterioso na avaliação das coisas e na forma de as expressar e/ou partilhar fará toda a diferença entre a maioria das pessoas que se sente muitas vezes mal e as que se sentem muitas vezes bem.


Agora que já compreende o poder das palavras, encontre as suas melhores respostas:

“O próximo jogo é complicado ou desafiante?”                “Está com medo ou inquieto?”
“Sente-se humilhado ou incomodado?”                             “Sente-se perdido ou à procura?”
“Sente-se estúpido ou a aprender?”                                    “Está sobrecarregado ou muito ocupado?”

Ou…para ainda melhor;

“Sente-se satisfeito ou fenomenal?”                                                             “Curioso ou fascinado?”
“Está confiante ou seguro?”                                                                            “Atento ou concentrado?”
“Está animado com o que está a aprender ou entusiasmado?”              “Sente-se determinado ou imparável?"

A escolha é sua e sabe que pode encontrar outras palavras que, pelo significado que lhes atribui, melhores resultados lhe podem proporcionar!

Depois de muito treino, sempre que me perguntam, “Como estás António?”, invariavelmente ouvem “Excelente…” e no mesmo instante vêm como tenho a cabeça erguida, os ombros direitos e no mínimo um sorriso na cara…independentemente do que porventura estaria a pensar e/ou a sentir antes da pergunta!

No Desporto e na Vida

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